EMPIRE: A BATALHA COMEÇOU

terça-feira, outubro 13, 2015



Há já alguns anos assistimos ao que alguns produtores deram o nome de crise na TV americana. As velhas receitas de sucesso para produzir uma série com boas audiências estavam a mostrar se insuficientes para prender na frente da televisão um público cada vez mais exigente. Até mesmo produções consagradas vinham a apresentar uma certa dificuldade em sustentar os seus antigos números. Uma coisa era certa: a indústria precisava de se reinventar.

E tu enganaste se pensavas que a receita de sucesso estava em séries médicas, dragões e reis ou super-heróis. Os produtores notaram que uma grande parcela da audiência americana não se sentia representada no pequeno ecrã: a população negra. Durante anos percebemos como eles foram realocados a papeis coadjuvantes ou mesmo a pequenas participações circunstanciais.  Shona Rhimes conseguiu, magistralmente, trazer essas personagens para o protagonismo que eles precisavam. Olivia Pope, de Scandal, e Annalise Keating de How To Get Away With Murder era a representação de mulheres negras que conseguiram por sua própria força alcançar lugares que infelizmente ainda não são comuns a elas.

Mas ainda era preciso mais do que isso. E então fomos presenteados com a brilhante produção da FOX criada por Lee Daniels e Danny Strong. A proposta era simples e talvez até gozada por muitos. uma família negra, da baixa classe média que, com muito esforços e sacrifícios, construiu um império da indústria fonográfica que os levou a uma vida regada ao luxo. Assim, nasceu Empire. Se os números da estreia já eram empolgantes (9,9 milhões de pessoas), a série conseguiu um feito inédito. Durante cada novo episódio a sua audiência foi maior, tendo atingindo, na sua season finale, a marca inacreditável de 17 milhões de pessoas. O motivo desse sucesso todo? Atuações brilhantes e episódios envolventes com uma boa dose de humor, drama e muita música ao estilo que qualquer norte-americano gosto.


Lycious Lyon, Terrence Howard, já foi um dos mais prestigiados rappers dos Estas Unidos. Hoje ele é o sócio maioritário de uma das maiores gravadores de Hip Hop do país, a Empire. Apesar de todo esse prestígio, Lucious esconde um passado sombrio que omeça a ser relevado com a saída da sua ex-espero, Cookie da prisão após 17 anos. Ao descobrir que possui uma doença que o levará a morte em pouco tempo, Lyon decide procurar o herdeiro do seu império. A opção mais óbvia parecia ser o seu filho mais velho Andre, Trai Byers, se ele não sofresse de um grave transtorno bipolar.

Jamal, Jussie Smollet, herdou o talento do pai para a música. Entretanto a sua relação com o progenitor é completamente conturbada já que 'Mal assume ser gay. As esperanças parecem estar todas em Hakeem, Bryshere Y. Gray, o filho mais novo. Entretanto a imaturidade e rebeldia do mais novo faz Lucious duvidar se essa seria mesmo a melhor decisão a ser tomada. Cookie como uma boa mãe irá defender o direito dos três filhos e tentará mostrar ao ex companheiro que eles são capazes de administrar a empresa. A relação amorosa entre os dois, parece não ter acabado e temos durante toda a temporada uma boa dose de troca de farpas misturadas com amassos e cenas de amor.


Empire mostrou nos os conflitos pelo poder entre uma família negra, como já disse, da baixa classe média que atingiu o topo da escala social. À esses conflitos foram agregados ainda a homossexualidade e o preconceito, a traição, assassinatos, e obviamente, o poder dos laços que sedimentam uma família.

Pode melhoras? Claro que pode, como qualquer outra série. Todos esses conflitos foram embalados ao som de belas melodias e raps para lá de sensuais. Tivemos Rita Ora, Jennifer.


Hudson e uma gama de artistas que levaram a trilha sonora de Empire ao topo da parada americana.

Com todos estes ingrediente não é surpresa que a série atingiu os números que mencionei. A segunda temporada já estrear. Ainda há tempo para acompanhar a série e assistir toda a primeira temporada e também acompanhar, todas as quintas feiras, a uma review aqui no blog.

CORRA!

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