MORENO, É AMOR

segunda-feira, novembro 09, 2015


Coloquei o meu batom vermelho, aquele que não usava há um bom tempo com receio de chamar a atenção para os meus lábios. Sempre me disseram que a com não combinava comigo, que não me realçava o tom de pele. Talvez foi por isso que eu parei de usar. Entretanto cresci, amadureci e parei de dar ouvidos ao que as pessoas falava. A rapariga que estava do meu lado, no espero, observou me enquanto tirava o excesso - ela balbuciou algo que não consegui ouvir, mas acho que foi "que cor bonita!", dei um leve sorriso e agradeci. Entrei a correr para dentro daquele prédio tão alto. - Porra, estou dez minutos atrasada! Fiquei a pensar o que pode acontecer no mundo em dez minutos "pode cair um meteoro e o mundo acabar". Tentei entrar na sala de redação sem fazer barulho nenhum. De nada adiantou, o redator chefe levantou a cabeça sobre a mesa e ficou a observar me enquanto em me sentava. Malditos sapatos. Tão estanho, ele era tão novo para ser chefe, a maioria são anciões e nem um pouco atraentes. Ele era atraente, até demais, e apesar de ser mais velho do que isso, parecia um jovem recém formado. O cabelo dele era castanho, os seus olhos pareciam duas avelãs, de tão vibrante que o tom acastanhado deste era, e o seu sorriso era encantador. - Apesar de não sorrir muito. Eu gostava de observar cada detalhe nele.

Na minha época de liceu, eu evitava ao máximo apaixonar me por um colega de classe, tinha medo de todas as coisas que poderiam acontecer se não desse certo. Colocava na minha cabeça que era uma paixoneta, coisa de adolescente, mas com ele era diferente... Era amor.
Quando me dei conta eu estava a sorrir e o meu melhor amigo olhava me sem entende nada. Vi que ele também estava a olha me com a sobrancelha arqueada, deu me vontade de enfiar a cara no chão. Ouvi uns murmúrios de que ele tinha uma queda por mim - nunca dei ouvidos. Mesmo se fosse verdade, nunca me sentia segura, as estagiárias eram tão lindas, parecia até que tinham saído de uma série televisiva e todas sempre tentava chamar a atenção dele. Ele não lhes dava nenhuma e isso deixava me muito feliz, eu gostava de imaginar que ele sentia algo de especial por mim.

Todos os meus colegas já estavam a ir embora. Eu ainda estava a terminar de editar um texto. - malditos dez minutos. Quando levantei os meus olhos, desviando os do ecrã do meu portátil, ele estava a caminha na minha direção, com um botão de rosas na mão. O meu coração, por algum motivo, palpitou, sentia me como se escorresse sangue do meu rosto, algo que não é nada elegante. Ele dirigiu se a mim, com algumas palavras amorosas, uma verdadeira declaração de alguém apaixonado e deu me o que carregava nas mãos. Desajeitava e envergonhada tentei retribuir lhe com doces e românticas palavras, gaguejei um pouco mas acho que até me saí bem. O botão de rosas, que ele me tinha oferecido, era vermelho e combinava com a cor do meu batom. Olhando-o sorri um pouco, era tão bonito, não me lembrava da última vez que tivesse recebido uma rosa - nunca tinha recebido. E aquela era tão delicada e de um vermelho intenso. Fez me sentir como se fogo de artifício explodisse dentro de mim. 

Naquele momento eu tive certeza de que era amor, é amor e sempre será amor.

Então, eu não aguentei e uma lágrima escorreu dos meus olhos, então, ele enxugou-a, com a ponta dos dedos e olhou me com o seu sorriso encantador.

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