ALL IT COST HER | Na Estante

quarta-feira, junho 21, 2017


Comecei a escrever este textos a soluçar, o que sei que para muitos vai parecer um exagero mas é assim que eu sou: deixo que as séries que eu assisto me toquem no coração e que me roubem lágrimas. E isso foi algo que aconteceu demasiada vezes com Reign, uma série que me fez chorar de felicidade e de tristeza tantas vezes que tive de deixar de as contar. O que não poderia ter sido diferente com o último episódio da temporada final do programa. Como vos contei em 10 Motivos Para Assistires Reign comecei a acompanhar a série este ano, quando a quarta temporada já estava a ser exibida por isso entre os testes, os trabalhos da escola e a minha vida em geral tive de correr para conseguir maratonar os 62 episódios das três primeiras temporadas e ainda conseguir acompanhar alguns episódios à medida que eles fossem sendo exibidos, o que realmente consegui fazer. Consegui fazê-lo por ter realmente amado de paixão a série e é por isso que achei que o blog precisava de uma review do último episódio da série norte americana da CW que conta a intrigante vida de personalidades históricas reconhecidas e outras que nem tanto nas cortes francesa, escocesa e inglesa.

All It Cost Her, do inglês significa tudo isso lhe custou é o episódio final da temporada. Foi dirigido por Holly Dale, escrito por April Blair & Laurie McCarthy e foi ao ar na madrugada da passada sexta feira, dia 16 [horário de Portugal Continental]. Mary toma uma decisão que mudará o curso da história - moldando para sempre o destino de sua nação, da sua coroa e do seu filho recém-nascido.A perigosa ação de Maria por sua sobrevivência fâ-la perceber que talvez ela não seja a única que pode não sobreviver. Enquanto isso, Elizabeth estabilizou-se para a guerra e tornará se instigadora na morte de Mary, e depois percebe que ela e Mary podem ser mais parecidas do que qualquer uma pensou. [Series Finale]


First things first, alguém que me passe o nome da casa de vinhos bebidos na corte, porque nem passados 21 anos May ou Elizabeth envelheceram. Também quero parecer ter 15 anos quando chegar aos 45.

Antes de comentar aquilo que achei do episódio quero queixar me de tudo aquilo que eu acho que fez falta, não só neste episódio mas como em toda a tempora: contar a história das outras personagens que desapareceram num estalar de dedos e nunca mais voltaram. Estou a falar da Kenna, do Bash, do filho do Francis com a fura olho Lola, do Leith (gostava de ter visto com quem ele casou mais do que tudo), até a nova vida doAloysius Castleroy eu desejava ter visto. Infelizmente, o episódio foi demasiado corrido, por isso muitas personagens não tiveram as suas histórias terminadas, nem a história da Catherine de' Medici teve uma conclusão lógica, mas apresentou nos mais um dos filhos que ela e o falecido Henry II tiveram. Aquela família era uma verdadeira equipa de futebol. Mas apesar de estas queixas encheu me o coração a cena do Francis e da Mary. Yo bitches, Frary is endgame.


"Let us hope he inherits a better world than we do".

O desejo da Mary era bem simples, como qualquer mãe ela só desejava que o seu filho crescesse num mundo melhor do que ela, mas eu duvido muito que o mesmo tenha sido realizado.

Por muito que me custe admiti-lo o episódio final não parecia parte de um projeto para encerrar a série. Foi como se tivéssemos pedido a uma criança de cinco anos para organizar as peças de um tabuleiro de xadrez. Não iria dar certo. E, foi por esse motivo que o final de Reign foi muito apressado e também deixou muita coisa fora do sitio.

Também, como é que seria possível todas as peças voltarem ao sei lugar se a corte francesa estava a entrar em colapso com o conflito do Charles com o seu irmão Henry. Irmãos a lutarem por um trono é tão medieval. Havia a situação da Nicole e da vingança pela sua morte. O romance falhado de Claude com o Leith e o casamento falhado da mesma com o Luc. (Sou super a favor que o final dela fosse do lado do ex-sexbuddy/sogro/também padrasto/gostoso do pedaço the one and only Narcisse. E nem vamos falar do novo membro da família real francesa. Acho que nem a própria Catherine se lembrava dessa filha!


Contudo, não sei se o melhor foi deixarem estas histórias em aberto (e me deram esperanças para algum spin off) ou terem escrito um final para elas. Tentativas de o fazerem no passado foram um pouquinho duvidosas, bastante improvisadas. Tal como foi a forma que Elizabeth assassinou Jane, ao atingir o crânio da serva com um certo.

Reign, contudo atingiu os objetivos da narrativa, contando a história a que se propus a contar. Em três temporadas, situadas na França, cumpriu o prometido, mas assim que Mary coloca os pés em solo escocês tudo começou a cair pelo esgoto a baixo. As pessoas e as tramas antigas começaram a ser esquecidas e esse foi o início do fim da série

Mas, falando das pessoas que não foram esquecidas. Que cena foi aquela entre a a Catherine, o Narcisse, a Bruxa e o Vinho? Pessoalmente achei que a cena do threesome foi um pouco desnecessária. O tempo desperdiçado na cena em que a jovem cujo nome não me recordo tenta evocar o diabo para poder engravidar podia ter sido utilizado para vermos o Narcisse a tomar conta do Jonh, o filho da Lola, não foi esse o último desejo dela? Que o homem que ela amava tomasse conta do seu filho? Mas Reign habituou nos a dar preferência ao sobrenatural do que ao que seria humanamente possível. Todos nós nos lembramos do marido fantasma da Catherine que queria que ela matasse a Claude.


O mais triste na série foram todas as batalhas paralelas que a Mary teve que travar e das quais saiu vitoriosa. É que isso deu me uma esperança de que talvez as coisas iam terminar de uma forma diferente, mas lá no fundo eu sabia que era inútil. Não importava o que ela fizesse. Ela ia perder a Escócio. O filho. A própria vida. Era um fardo demasiado grande que eu carregava nos meus ombros e por esse motivo por várias gritei doidamente para o computador a tentar lembrar lhe que não importava o que ela ia fazer, no fim morria.

Por isso não é surpresa nenhuma que os criadores não soubessem bem o que fazer com isso. Tivemos um triângulo amoroso, porque a prometida de Francis procurava conforto no irmão bastardo dele, Bash. Tivemos todos os jogos políticos e apostas no meio da monarquia. Um pouco de feitiçaria oculta. E depois tudo ficou bom, estava realmente tudo ótimo quando Mary estava a governar ao lado do homem que amava, mesmo que não fosse alguém em quem ela podesse sempre confiar. Mas depois o Francis morreu e eu chorei por uma semana. O que foi o pontapé que ele precisava de levar no rabo para se lembrar que precisava de voltar para sua casa e também para toda a agitação política escocesa, um país recentemente protestante que talvez não quisesse uma rainha católica no poder. E não nos vamos esquecer da Elizabeth que procurava motivos, até debaixo dos tapetes, para poder colocar a cabeça da prima à prémio. E, meus senhores e minhas senhoras, essa foi a verdadeira vítoria de Mary of Scots


Contudo, no fim Reign continuo a importar-se mais com aquilo que Mary quer do que o que qualquer pessoa quer. E o que a Mary quer é o Francis e ela tem isso no afterlife. Como já disse antes, Frary é endgame. O que talvez tenha sido fanservice mas eu não me estou a queixar.


Pequenas Notas Reais
  • "[Murder]’s a sin I’ve been unwilling to commit." Só se for o assassinato do teu marido, certo, Mary? Porque, ainda me lembro do jovem que lançaste para o calabouço cheio de pessoas infestadas de peste... E nem vamos falar do Prince of Condé...
  • "And poor... good-hearted Nicole" é uma pausa sublime. Nossa Catherine brilhando até ao final
  • Long May She Reign...

O FINAL DE REIGN TAMBÉM VOS ARRANCOU O CORAÇÃO? O QUE VOCÊS ACHARAM DO EPISÓDIO? Contém me todo nos comentários e não se esqueçam de se juntarem à família. Afinal, os meus unicórnios lêem sempre primeiro. As imagens que ilustram este post não são conteúdo meu. A primeira foi encontrada através do Pinterest e editada no editor online Be Funk enquanto as duas últimas são trabalho de Ali Na Rua, sem qualquer alteração da minha parte.

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1 comentários

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